Ela entra naquela sala refrigerada toda tímida.
Crise de pânico com desconhecidos. Sempre ocorria em lugares novos.
Sentou lentamente, fazendo o mínimo de barulho possível, abriu o livro antigo e recomeçou a ler.
Logo se dera conta que a aula começara; recebera o material, fizera os exercícios tranqüilamente.
Passados 30 minutos, a porta se abre lentamente. Ele entra, se desculpa discretamente ao professor, pega o material e mapeia a sala com os olhos atrás de um lugar para poder se sentar. E encontra.
Ela sente a pressão dos pés dele atrás da sua carteira, e o aroma suave da colônia na qual ele usava. Pôde fechar os olhos por um instante e sentir os ruídos leves da escrita violenta dele entre números e letras. Então é acordada de seu sonho ao ouvir papéis e lápis caírem pelo chão.
Ela se assusta e procura a fonte do barulho. Olha para baixo, atrás de si. Ele tentava capturar, sem sorte, os lápis e canetas, enquanto vigiava os papéis para evitar um vôo destes. Então uma mão suave os pegou e organizou caprichosamente. Ele a observou atônito e desconcertado, com as canetas querendo cair da sua mão novamente. Ela chamou-lhe a atenção em relação a isso, e ele então segurou com mais força os objetos.
Entregou-lhe os papéis e lhe murmurou um acanhado 'obrigado' á ela, meio vermelho por trás dos óculos. Abriu um grande sorriso, e um segundo antes que ela virasse para frente novamente, podia jurar que havia sido retribuído.
Ela ficou com o agradecimento dele ecoando em seus pensamentos, mas resolveu voltar á apostila, descendo os olhos. No intervalo, ele nem se mexeu do lugar. E quando ela levantou para beber um pouco de água, ele levantou os olhos para observá-la sair da sala sem olhá-lo.
Voltando a sala, se deu conta que ele era um mistério, que fazia seu coração brincar numa gangorra, do cérebro ao estômago, revirando-lhe tudo ao cruzar um olhar sequer com o garoto. Ela se sentou e voltou ao livro do início da aula. Encostou-se mais confortavelmente, se inclinando um pouco pra trás, quando sua costa roçou levemente nos cabelos dele.
Ele não se moveu para reclamar, tampouco fez qualquer barulho. Então ela continuou ali, sentindo um pouco do calor que ele emitia.
Ao fim da aula, ela começou sua rotina caminhada de três quarteirões até a parada de ônibus. Ao olhar para trás, procurando-o entre tantos alunos, o viu se dirigindo a mesma direção que ela. E ficaram assim, com aquele medo vulgar de se olharem e terem seus sentimentos reconhecidos um pelo outro, mas sempre caminhando particularmente perto um do outro.
Ao atingirem a parada dela, ela ficou e ele seguiu o caminho, trocando um último olhar de desespero e de angústia de se separarem.
Ela esperou o ônibus por vários minutos, e subiu ainda com o pensamento no menino que se separara dela há minutos. Sentada, passado algumas ruas, ela o viu. Ele caminhava ao sol, já a um bocado de quadras da parada dela. A blusa vermelha dele parecia chamá-la.
E ela nem imaginava que naquele exato momento, ele pensava como iria perguntar o nome da garota dos sapatos vermelhos na próxima aula.
E sem saber, ao mesmo tempo, ambos sentiram uma vontade enorme de que chegasse o amanhã.
Em: 03.04.08
Dedicatória:
Ao colega do cursinho que ainda não sei o nome, depois de três aulas e conversas :)
Obs: História não verídica; só os personagens foram baseados.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
Argônio, Ouro, e Meu Desfecho
Chora sorrindo, como se fosse a última tarde de sua vida.
Pára.
Se levanta, bate uma mão na parede, observa-se no espelho e sorri.
Choro sem razão, daqueles que bate pela sua simples existência, pela simples companhia da sombra.
Sai do quarto embalada naquelas músicas lentas e tão carregadas de romance. Sente a água se espalhar por seu corpo púrbere, refrescando cada ponto d'alma.
A roupa era algo desprezível de importância; então coloca os sapatos vermelhos emplastificados.
Sai pelo asfalto, ignorando o sol de filme, sol de fim de tarde; cuja cor dourada intensa não lhe chamou atenção.
Cantarola uma canção de amor, baixinho mas tocante. Mundo mágico, o que importa agora? Típica umidade descontrolada no ar, cabelos parados pela falta de vento, pela falta de tom.
As nuvens tão dissipadas num tom avermelhado-argônico, entre os raios de um sol enfraquecido pela chegada da noite.
Mas ela está a caminhar, sem reparar sequer nas gotículas de chuva que insistem em cair.
Sente as gotas caírem em seus lábios, cairem seqüênciais em seu braço. A blusa escura fica úmida, mas ela não liga, como o fizera com o sol e nuvens.
A noite cai rapidamente como a leve chuva, tão fraca, mas com um ar tão miraculoso. Ela continua sua jornada por entre carros e o balançar do transporte coletivo, observando as pessoas desconhecidas, tão distantes porém ao mesmo tempo tão juntas, no mesmo lugar.
Agora com o vento no rosto, balançando o cabelo semi-molhado pela chuva, secando-o e bagunçando-o levemente.
As luzes da tecnologia a iluminam, guiando-a distraída, por seu caminho entre vias e calçadas, até o objetivo.
Não precisa chamar. Ele já a observa.
Roda, roda, roda.
Rodopiam as folhas, sacos plásticos, garfanhotos, sentimentos, cachos com pontas douradas.
E se beijam docemente após outra declaração de amor.
Em: 29.06.08
Dedicatória:
Ian Leon Marinho Demetrio ♥
Pára.
Se levanta, bate uma mão na parede, observa-se no espelho e sorri.
Choro sem razão, daqueles que bate pela sua simples existência, pela simples companhia da sombra.
Sai do quarto embalada naquelas músicas lentas e tão carregadas de romance. Sente a água se espalhar por seu corpo púrbere, refrescando cada ponto d'alma.
A roupa era algo desprezível de importância; então coloca os sapatos vermelhos emplastificados.
Sai pelo asfalto, ignorando o sol de filme, sol de fim de tarde; cuja cor dourada intensa não lhe chamou atenção.
Cantarola uma canção de amor, baixinho mas tocante. Mundo mágico, o que importa agora? Típica umidade descontrolada no ar, cabelos parados pela falta de vento, pela falta de tom.
As nuvens tão dissipadas num tom avermelhado-argônico, entre os raios de um sol enfraquecido pela chegada da noite.
Mas ela está a caminhar, sem reparar sequer nas gotículas de chuva que insistem em cair.
Sente as gotas caírem em seus lábios, cairem seqüênciais em seu braço. A blusa escura fica úmida, mas ela não liga, como o fizera com o sol e nuvens.
A noite cai rapidamente como a leve chuva, tão fraca, mas com um ar tão miraculoso. Ela continua sua jornada por entre carros e o balançar do transporte coletivo, observando as pessoas desconhecidas, tão distantes porém ao mesmo tempo tão juntas, no mesmo lugar.
Agora com o vento no rosto, balançando o cabelo semi-molhado pela chuva, secando-o e bagunçando-o levemente.
As luzes da tecnologia a iluminam, guiando-a distraída, por seu caminho entre vias e calçadas, até o objetivo.
Não precisa chamar. Ele já a observa.
Roda, roda, roda.
Rodopiam as folhas, sacos plásticos, garfanhotos, sentimentos, cachos com pontas douradas.
E se beijam docemente após outra declaração de amor.
Em: 29.06.08
Dedicatória:
Ian Leon Marinho Demetrio ♥
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Livro futurista
Sentada na lajota de pedra escurecida, com fones no ouvido, ela sonha acordada.
Aonde ela estaria daqui a um ano?
Estaria entre Ácidos, Bases, Fluoretos? Assim esperava.
Arranjaria um estágio remunerado, começaria a juntar dinheiro para o 1° carro.
E há um ano atrás?
Ela jamais sonharia que estaria acontecendo tudo isso atualmente.
Quantas pessoas ela conhecera dentro de um ano?
Meu Deus, incalculável!
Dessas, quantas se tornaram essenciais pra ela?
Incalculável novamente.
Quantas ela jamais pensara que, se tornassem, tão necessárias?
Incalculável novamente.
Dobrou a cabeça por um instante e fechou os olhos.
Tinha que lutar contra seus medos, contra o que lhe impedia de proseguir.
Estudar e dedicar-se na medida certa, tirar boas notas para depois aumentar a preocupação com o vestibular.
Deixar de lado o medo de relacionar-se, esquecer o passado e ser feliz?
Oh sim, ficar do lado da pessoa que a fazia feliz, lutar por ela.
Estar cada vez mais perto dos amigos, rir mais, se divertir mais, sair mais.
Comer mais chocolate, cuidar mais da família.
Ouvir mais música, dançar mais, abraçar mais.
Pedir perdão, perdoar, evitar errar, evitar condenar sem pensar.
Segure nas mãos de alguém se um dia essa pessoa precisar.
Diga mais 'Eu te amo', sem medo.
Ela abriu os olhos novamente.
Trate a vida com carinho, responsabilidade, e com muito amor,
e seja otimista, sempre!
Em: 23.03.2008
Dedicatória:
Ninguém.
Aonde ela estaria daqui a um ano?
Estaria entre Ácidos, Bases, Fluoretos? Assim esperava.
Arranjaria um estágio remunerado, começaria a juntar dinheiro para o 1° carro.
E há um ano atrás?
Ela jamais sonharia que estaria acontecendo tudo isso atualmente.
Quantas pessoas ela conhecera dentro de um ano?
Meu Deus, incalculável!
Dessas, quantas se tornaram essenciais pra ela?
Incalculável novamente.
Quantas ela jamais pensara que, se tornassem, tão necessárias?
Incalculável novamente.
Dobrou a cabeça por um instante e fechou os olhos.
Tinha que lutar contra seus medos, contra o que lhe impedia de proseguir.
Estudar e dedicar-se na medida certa, tirar boas notas para depois aumentar a preocupação com o vestibular.
Deixar de lado o medo de relacionar-se, esquecer o passado e ser feliz?
Oh sim, ficar do lado da pessoa que a fazia feliz, lutar por ela.
Estar cada vez mais perto dos amigos, rir mais, se divertir mais, sair mais.
Comer mais chocolate, cuidar mais da família.
Ouvir mais música, dançar mais, abraçar mais.
Pedir perdão, perdoar, evitar errar, evitar condenar sem pensar.
Segure nas mãos de alguém se um dia essa pessoa precisar.
Diga mais 'Eu te amo', sem medo.
Ela abriu os olhos novamente.
Trate a vida com carinho, responsabilidade, e com muito amor,
e seja otimista, sempre!
Em: 23.03.2008
Dedicatória:
Ninguém.
Versão Acústica
Deitada na sala de estar, observei o forro por instantes.
Uma mania minha desde pequena, de deitar no chão e viajar nos pensamentos.
A vida muda com uma velocidade incrível. Certas coisas você só enxerga quando outras terminam; certas coisas você só ganha quando perde outras.
Nós, seres movidos pelo sentimento, nos transformamos em cegos aos nos deixar levar pelo amor, amizade, paixão, ódio. Seres racionais? Quem?
Racionalidade está diretamente ligada aos sentimentos. O nosso maior problema é esquecer dela.
Então lembrei de uma semana atrás, das nuvens de chuva que atingiram meu céu. E depois disso lembrei de terça/quarta, quando um novo sol raiou. Por que vida, tu te transforma numa velocidade que não consigo acompanhar direito?
Mas foi algo bom. A dor perdeu para um novo sorriso, um novo olhar.
Algumas amizades fortaleceram-se, outras nasceram. Ao sofrer percebi exatamente quem se importava comigo, percebi também aqueles que eu amava mas não sabia demonstrar ao certo.
Minha frieza e meu balde de água fria se modificaram.
Até a minha timidez rara (Infelizmente ela vem só nos piores momentos) sucumbiu ao sol.
Então mudei. Seria uma versão acústica de mim? Não sei, mas me senti mais feliz.
Ri dos meus zeros de física, fiquei feliz da minha honra em química, agradeci pelo simulado excelente.
Tão inconstante o ser humano porém também merecedor de um pouco de felicidade.
Levantei-me do chão, fui para o quarto.
De repente estava tudo tão colorido, tudo tão bonito, tão cheio de vitalidade.
Gargalhei repentinamente, num riso tão sincero e cheio de alegria.
Dancei comigo mesma, ri de alguns pensamentos bons, lembrei-me que há tanta vida pela frente, por que deixar a tristeza dominar? Mande a tristeza se fuder se preciso.
Não desista de algo, nunca. Apenas mude de alvo.
Caí na cama, ri mais um pouco, lembrei dos momentos felizes deste ano.
Os ruins? Apenas, não aconteceram.
Entregue seu coração de maneira incondicional e nunca, nunca, espere algo em troca.
Dormi e continuei sonhando.
Em: 27.04.08
Dedicatória:
Alan; Renan; Ian; Felipe; Betta.
Uma mania minha desde pequena, de deitar no chão e viajar nos pensamentos.
A vida muda com uma velocidade incrível. Certas coisas você só enxerga quando outras terminam; certas coisas você só ganha quando perde outras.
Nós, seres movidos pelo sentimento, nos transformamos em cegos aos nos deixar levar pelo amor, amizade, paixão, ódio. Seres racionais? Quem?
Racionalidade está diretamente ligada aos sentimentos. O nosso maior problema é esquecer dela.
Então lembrei de uma semana atrás, das nuvens de chuva que atingiram meu céu. E depois disso lembrei de terça/quarta, quando um novo sol raiou. Por que vida, tu te transforma numa velocidade que não consigo acompanhar direito?
Mas foi algo bom. A dor perdeu para um novo sorriso, um novo olhar.
Algumas amizades fortaleceram-se, outras nasceram. Ao sofrer percebi exatamente quem se importava comigo, percebi também aqueles que eu amava mas não sabia demonstrar ao certo.
Minha frieza e meu balde de água fria se modificaram.
Até a minha timidez rara (Infelizmente ela vem só nos piores momentos) sucumbiu ao sol.
Então mudei. Seria uma versão acústica de mim? Não sei, mas me senti mais feliz.
Ri dos meus zeros de física, fiquei feliz da minha honra em química, agradeci pelo simulado excelente.
Tão inconstante o ser humano porém também merecedor de um pouco de felicidade.
Levantei-me do chão, fui para o quarto.
De repente estava tudo tão colorido, tudo tão bonito, tão cheio de vitalidade.
Gargalhei repentinamente, num riso tão sincero e cheio de alegria.
Dancei comigo mesma, ri de alguns pensamentos bons, lembrei-me que há tanta vida pela frente, por que deixar a tristeza dominar? Mande a tristeza se fuder se preciso.
Não desista de algo, nunca. Apenas mude de alvo.
Caí na cama, ri mais um pouco, lembrei dos momentos felizes deste ano.
Os ruins? Apenas, não aconteceram.
Entregue seu coração de maneira incondicional e nunca, nunca, espere algo em troca.
Dormi e continuei sonhando.
Em: 27.04.08
Dedicatória:
Alan; Renan; Ian; Felipe; Betta.
Sorriso
Sinto necessidade constante de escrever.
Principalmente quando muitas coisas acontecem na minha vida. Sejam elas ruins ou boas, sempre há aquela bendita - ou maldita - necessidade. Como se despejando palavras entre pensamentos e sentimentos me libertasse, cortasse ou pelo menos desapertasse a corda em meu pescoço.
Escrever tira minha roupa, meus sapatos, me faz flutuar, ficar sem rumo, observar longe.
Outra coisa que me bato e muito é que sempre escrevo sobre sentimentos. Como se só isso existisse na minha vida. E sempre: sentimentos amorosos. Não sei se minha necessidade da escrita tem como base estes sentimentos.
Quando tenho que escrever algo sobre outro assunto, não flui da mesma forma, tão espontânea, tão marcante, de maneira tão sutil, porém tão especial.
Levanto tanto a bandeira do racionalismo, do feminismo, do orgulho, quando eu, ser sentimental, me contradigo e acabo me afogando em amor.
Mas eu não sinto amor. Ou sinto?
É, tá meio confuso, deixe-me reformular.
Eu gosto rápido das pessoas. Ou me apego rápido.
E meus sentimentos costumam se aprofundar rápido.
É tudo muito rápido pra mim, e eu odeio isso.
Intensa, essa seria a minha característica.
Odeio, odeio isso. Eu me sinto meio vulgar, saca? Não me sinto tão bem ás vezes.
Queria ser mais lenta, ser mais fria, não ter um coração tão aberto.
É tudo tão intenso que tá aqui, minha necessidade de explodir, de botar tudo pra fora, escrever e escrever, desabafar. Minhas canções, poesias, monólogos, textos... Como uma explosão.
Não sei se tudo isso é só hormônios, adolescência, falta de maturidade. Ou tudo isso.
Queria mudar algumas coisas, espero poder mudar, vou mudar.
Em: 04.04.08
Dedicatória:
Ninguém
Principalmente quando muitas coisas acontecem na minha vida. Sejam elas ruins ou boas, sempre há aquela bendita - ou maldita - necessidade. Como se despejando palavras entre pensamentos e sentimentos me libertasse, cortasse ou pelo menos desapertasse a corda em meu pescoço.
Escrever tira minha roupa, meus sapatos, me faz flutuar, ficar sem rumo, observar longe.
Outra coisa que me bato e muito é que sempre escrevo sobre sentimentos. Como se só isso existisse na minha vida. E sempre: sentimentos amorosos. Não sei se minha necessidade da escrita tem como base estes sentimentos.
Quando tenho que escrever algo sobre outro assunto, não flui da mesma forma, tão espontânea, tão marcante, de maneira tão sutil, porém tão especial.
Levanto tanto a bandeira do racionalismo, do feminismo, do orgulho, quando eu, ser sentimental, me contradigo e acabo me afogando em amor.
Mas eu não sinto amor. Ou sinto?
É, tá meio confuso, deixe-me reformular.
Eu gosto rápido das pessoas. Ou me apego rápido.
E meus sentimentos costumam se aprofundar rápido.
É tudo muito rápido pra mim, e eu odeio isso.
Intensa, essa seria a minha característica.
Odeio, odeio isso. Eu me sinto meio vulgar, saca? Não me sinto tão bem ás vezes.
Queria ser mais lenta, ser mais fria, não ter um coração tão aberto.
É tudo tão intenso que tá aqui, minha necessidade de explodir, de botar tudo pra fora, escrever e escrever, desabafar. Minhas canções, poesias, monólogos, textos... Como uma explosão.
Não sei se tudo isso é só hormônios, adolescência, falta de maturidade. Ou tudo isso.
Queria mudar algumas coisas, espero poder mudar, vou mudar.
Em: 04.04.08
Dedicatória:
Ninguém
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Mono Fel
Entrei em qualquer lugar. Sentei, bebi um pouco de suco, passou algum tempo, li, gelei.
Estática. O que foi aquilo? O que foi isso? Por que? Gritava sem emitir um só ruído.
Com uma mão ajeitei os cabelos, enquanto a outra brincava na mesa. Deslizei da cadeira ao chão numa velocidade quase idêntica a da luz.
- Argh. - Coloquei as mãos no rosto e o orgulho me silenciou -
Voltei a cadeira, sorri e continuei. Continuei sorrindo até outro dia começar a se iniciar. Dormi, cansada.
Acordei exausta, com a cabeça um pouco ruim. Dor de cabeça. Gripe.
O dia se arrastou, um pouco normal, um pouco ruim. Fiz doces, animei-me.
Dormi.
Dia seguinte, doente, caí doente. Mas com muito esforço, remédio e sorrisos, a gripe diminuiu.
Por fim, novamente a cadeira. Outra facada e outra alegria. Sorri. Caí. Sorri. Caí. Sorri.
Risos, perversões. Enquanto brincava com minhas mãos sobre a mesa, rir me animava.
Cai novamente. Refleti.
''Oh Fernanda, acontece meu amor, isso acontece. Apenas um vício, apenas. Logo isso acaba.''
''Sentimentos são importantes Fernandz, leve a sério, lute por isso.''
Ri.
- Orgulho, paixão... vocês são uma piada. Por que não se unem por esta causa? Não me deixem cair, mas também não me façam desistir de nada.
Ela sorriu como nunca. Estou feliz.
Em: 21.04.08
Dedicatória:
Ninguém
Com uma mão ajeitei os cabelos, enquanto a outra brincava na mesa. Deslizei da cadeira ao chão numa velocidade quase idêntica a da luz.
- Argh. - Coloquei as mãos no rosto e o orgulho me silenciou -
Voltei a cadeira, sorri e continuei. Continuei sorrindo até outro dia começar a se iniciar. Dormi, cansada.
Acordei exausta, com a cabeça um pouco ruim. Dor de cabeça. Gripe.
O dia se arrastou, um pouco normal, um pouco ruim. Fiz doces, animei-me.
Dormi.
Dia seguinte, doente, caí doente. Mas com muito esforço, remédio e sorrisos, a gripe diminuiu.
Por fim, novamente a cadeira. Outra facada e outra alegria. Sorri. Caí. Sorri. Caí. Sorri.
Risos, perversões. Enquanto brincava com minhas mãos sobre a mesa, rir me animava.
Cai novamente. Refleti.
''Oh Fernanda, acontece meu amor, isso acontece. Apenas um vício, apenas. Logo isso acaba.''
''Sentimentos são importantes Fernandz, leve a sério, lute por isso.''
Ri.
- Orgulho, paixão... vocês são uma piada. Por que não se unem por esta causa? Não me deixem cair, mas também não me façam desistir de nada.
Ela sorriu como nunca. Estou feliz.
Em: 21.04.08
Dedicatória:
Ninguém
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Alma Encontra Corpo
Mais um dia comum. Mais um ônibus.
Ela se acomoda num banco, olha para um canto qualquer.
Quem seria aquela menina? Encara-a novamente, com certa seriedade.
Era a menina que carregava sonhos no coração, a realidade na cabeça e vontades nas mãos.
A mesma que havia mudado tanto, a mesma que se decepcionara consigo mesma e com tantas outras pessoas.
Aquela que não queria necessariamente um namorado, mas sim apenas alguém que gostasse dela, que pudesse lhe dar atenção, respeito e um pouco mimo.
Aquela que todos os dias pensa no vestibular como seu futuro, no qual se preocupa mais do que com ela mesma.
Era exatamente a mesma menina que sonhava em estabilidade, viver bem e ser feliz.
Sim, ela vai criar substâncias químicas, mas também mantêm sua preocupação com o meio-ambiente.
Aquela que se preocupa demais com as pessoas, que gosta de dar presentes sem pedir nada em troca, que se estressa com besteiras mas que sempre pede perdão ao errar.
A que não se apaixona fácil, mas se apega rapidamente;
e sim, ela tem medo de dizer 'eu te amo'.
Admite seus defeitos e sabe que tem que aprender a dominá-los e não o contrário.
A romântica mais tímida, a bagunceira mais preocupada, a observadora mais sonhadora.
Ás vezes são tantas as coisas que ela gostaria de falar que fica tudo embolado, engatado na garganta. Então o transtorno, nada consegue sair. Agonia, de não ter dito o que precisava dizer.
Também vaidosa, gosta de coisas excêntricas, que lhe chamem atenção, mas não a de todo mundo.
Tem em seus amigos seu porto seguro, seu amparo. E para eles daria o mundo, ou o infinito.
Também sente solidão, saudade, falta de carinho. E para esquecer se embriaga... de fórmulas matemáticas.
A exagerada ás vezes; e a fria, quando seu orgulho a estimula. E este mesmo orgulho, é o causador da visão de inimigas que ela tem das lágrimas. Ao pensar assim, ela se torna uma idiota ao quadrado.
A música é como se fosse sua alma, aonde encontra seu auge máximo do ser; variando de Power Metal á Indie Rock, New Metal á MPB.
Família, seu sonho e/ou pesadelo, aonde encontra-se seus orgulhos, pai e irmão.
A tentativa de esquecimento do passado lhe trouxe insegurança do futuro, e as desilusões e mágoas acarretaram medos. Isso tudo ela pretende consertar e superar.
A vontade de fazer alguém feliz e sempre estar do lado deste, se contradiz quando ela não consegue, por timidez, nem sequer um abraço lhe dar; quando um riso dela sincero, este consegue arrancar.
A superação de si mesma, é seu próximo plano.
Quem seria aquela menina?
Olhando melhor, era um espelho.
Em: 13.04.08.
Dedicatória:
83;
Joyce, Renan, Ian.
Quem seria aquela menina? Encara-a novamente, com certa seriedade.
Era a menina que carregava sonhos no coração, a realidade na cabeça e vontades nas mãos.
A mesma que havia mudado tanto, a mesma que se decepcionara consigo mesma e com tantas outras pessoas.
Aquela que não queria necessariamente um namorado, mas sim apenas alguém que gostasse dela, que pudesse lhe dar atenção, respeito e um pouco mimo.
Aquela que todos os dias pensa no vestibular como seu futuro, no qual se preocupa mais do que com ela mesma.
Era exatamente a mesma menina que sonhava em estabilidade, viver bem e ser feliz.
Sim, ela vai criar substâncias químicas, mas também mantêm sua preocupação com o meio-ambiente.
Aquela que se preocupa demais com as pessoas, que gosta de dar presentes sem pedir nada em troca, que se estressa com besteiras mas que sempre pede perdão ao errar.
A que não se apaixona fácil, mas se apega rapidamente;
e sim, ela tem medo de dizer 'eu te amo'.
Admite seus defeitos e sabe que tem que aprender a dominá-los e não o contrário.
A romântica mais tímida, a bagunceira mais preocupada, a observadora mais sonhadora.
Ás vezes são tantas as coisas que ela gostaria de falar que fica tudo embolado, engatado na garganta. Então o transtorno, nada consegue sair. Agonia, de não ter dito o que precisava dizer.
Também vaidosa, gosta de coisas excêntricas, que lhe chamem atenção, mas não a de todo mundo.
Tem em seus amigos seu porto seguro, seu amparo. E para eles daria o mundo, ou o infinito.
Também sente solidão, saudade, falta de carinho. E para esquecer se embriaga... de fórmulas matemáticas.
A exagerada ás vezes; e a fria, quando seu orgulho a estimula. E este mesmo orgulho, é o causador da visão de inimigas que ela tem das lágrimas. Ao pensar assim, ela se torna uma idiota ao quadrado.
A música é como se fosse sua alma, aonde encontra seu auge máximo do ser; variando de Power Metal á Indie Rock, New Metal á MPB.
Família, seu sonho e/ou pesadelo, aonde encontra-se seus orgulhos, pai e irmão.
A tentativa de esquecimento do passado lhe trouxe insegurança do futuro, e as desilusões e mágoas acarretaram medos. Isso tudo ela pretende consertar e superar.
A vontade de fazer alguém feliz e sempre estar do lado deste, se contradiz quando ela não consegue, por timidez, nem sequer um abraço lhe dar; quando um riso dela sincero, este consegue arrancar.
A superação de si mesma, é seu próximo plano.
Quem seria aquela menina?
Olhando melhor, era um espelho.
Em: 13.04.08.
Dedicatória:
83;
Joyce, Renan, Ian.
terça-feira, 13 de maio de 2008
A Queda
Decisão de descer as escadas
Sede forte, malcriada
Então o feitiço
Coração submisso
Olhar verde ofuscante
Suor frio
Pulsamentos a mil
Madeixas escuras, grandes
Sorriso, voz, riso
Medo reprimido
Ela, invisível
No térreo, agoniada
Garganta seca
Nas emoções, desonrientada
Em 8.11.2007.
-
Re-divulgado.
Dedicatória:
Óbvia demais.
Sede forte, malcriada
Então o feitiço
Coração submisso
Olhar verde ofuscante
Suor frio
Pulsamentos a mil
Madeixas escuras, grandes
Sorriso, voz, riso
Medo reprimido
Ela, invisível
No térreo, agoniada
Garganta seca
Nas emoções, desonrientada
Em 8.11.2007.
-
Re-divulgado.
Dedicatória:
Óbvia demais.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Alô.
Este é meu fotolog apenas para minhas produções literárias, e outras coisas do gênero.
Não vou agradar - nem quero - ninguém.
Mas amo vocês.
Não vou agradar - nem quero - ninguém.
Mas amo vocês.
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