Sinto necessidade constante de escrever.
Principalmente quando muitas coisas acontecem na minha vida. Sejam elas ruins ou boas, sempre há aquela bendita - ou maldita - necessidade. Como se despejando palavras entre pensamentos e sentimentos me libertasse, cortasse ou pelo menos desapertasse a corda em meu pescoço.
Escrever tira minha roupa, meus sapatos, me faz flutuar, ficar sem rumo, observar longe.
Outra coisa que me bato e muito é que sempre escrevo sobre sentimentos. Como se só isso existisse na minha vida. E sempre: sentimentos amorosos. Não sei se minha necessidade da escrita tem como base estes sentimentos.
Quando tenho que escrever algo sobre outro assunto, não flui da mesma forma, tão espontânea, tão marcante, de maneira tão sutil, porém tão especial.
Levanto tanto a bandeira do racionalismo, do feminismo, do orgulho, quando eu, ser sentimental, me contradigo e acabo me afogando em amor.
Mas eu não sinto amor. Ou sinto?
É, tá meio confuso, deixe-me reformular.
Eu gosto rápido das pessoas. Ou me apego rápido.
E meus sentimentos costumam se aprofundar rápido.
É tudo muito rápido pra mim, e eu odeio isso.
Intensa, essa seria a minha característica.
Odeio, odeio isso. Eu me sinto meio vulgar, saca? Não me sinto tão bem ás vezes.
Queria ser mais lenta, ser mais fria, não ter um coração tão aberto.
É tudo tão intenso que tá aqui, minha necessidade de explodir, de botar tudo pra fora, escrever e escrever, desabafar. Minhas canções, poesias, monólogos, textos... Como uma explosão.
Não sei se tudo isso é só hormônios, adolescência, falta de maturidade. Ou tudo isso.
Queria mudar algumas coisas, espero poder mudar, vou mudar.
Em: 04.04.08
Dedicatória:
Ninguém
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